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Data | Hora de publicação: 30/08/2019 | 14:44:03

PROFISSIONAIS DA ASSISTÊNCIA SOCIAL PARTICIPAM DE TREINAMENTO DO SUAS

Atividade aconteceu ao longo da semana na sede da Fundação Cultural do ano




Um processo de seis meses, envolvendo profissionais da Assistência Social (Proteção Social Básica, Proteção Social Especial e Rede Complementar do SUAS), auxiliará na qualificação dos serviços e de pessoas envolvidas diretamente com o público. A atividade foi desenvolvida ao longo da semana e reuniu cerca de 90 profissionais na Fundação Cultural de Foz do Iguaçu. 

À frente do processo estiveram as facilitadoras Abigail Torres, assistente social e Stela Ferreira, socióloga, ambas mestres e doutoras em serviço social. “O trabalho começou com a visita às unidades e levantamento junto a profissionais quanto às demandas de formação, como lidam com conflitos e dilemas, numa pauta levantada por eles”, explicou Abigail.

Para o secretário de Assistência Social Elias Oliveira, o trabalho de qualificação dos serviços da política de assistência social, significa o início do processo de educação permanente do SUAS. “Além disso representa também a preocupação da atual gestão com a qualidade dos serviços ofertados à população. É importante promovermos momentos de escuta, trocas, conhecer as angústias no serviço, a problemática vivenciadas, e a partir disso poder pensar em soluções coletivas, melhorando os serviços ofertados aos nossos usuários”.

A dinâmica ao longo da semana trabalhou com todos os sujeitos envolvidos no trabalho junto ao público. “Nossa preocupação central foi reafirmar os compromissos de proteção público e como se traduz no trabalho ofertado. Como a intervenção dos profissionais acontece para garantir esse tipo de proteção que a população precisa ter”. 

Para Abigail, o ponto de partida para aumentar a percepção da realidade está ligado à desigualdade. “A gente vive num país desigual e essa desigualdade não é gerada por ter ou não renda, isso já é consequência da nossa desigualdade. Quanto pior a sua situação de subordinação na sociedade, menos acesso à renda o indivíduo vai ter”.

A desigualdade, segundo ela está associada à oportunidades. “Não é só dinheiro, temos que combater nosso modo cotidiano de produzir desigualdade, de legitimar violência contra mulher e achar banal, ver pessoas nas ruas e saber que também tem seus direitos de ir e vir numa cidade turística tanto quanto o turista. Compreender esse processo tem a ver com identidade nacional, intolerância  e de viver horizontalidade. A sociedade ainda é muito meritocrática”.

Para além desse entendimento, Abigail ainda acrescentou aos participantes a necessidade de conhecer as responsabilidades do sistema e da leitura do conceito de Pichon Rivieri de que aprendemos a nos relacionar. “Não nascemos racistas ou machistas, por tanto a gente aprende outros tipos de relações desde que tenhamos possibilidades de vivê-las”. 

Depoimentos
A psicóloga Evânia Galves, chefe da Divisão do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, participou do treinamento. “Significa um momento de reflexão, de avaliar o trabalho e perceber acertos e olhar erros para poder fazer diferente. Pessoal da ponta lida com o problema cru. Pode acontecer dessas pessoas adoecerem ou naturalizar, o momento da capacitação nos capacita desde olhar vulnerabilidades, mas também  humanizar atendimento e qualificar serviços”.

A assistente social do CREAS II, Giliane Bornerdi considerou a ação de suma importância. “Temos um trabalho árduo nas equipes técnicas dos serviços da assistência, temos dificuldade no campo de trabalho no relacionamento interpessoal, e recursos. Essa ação vem fortalecer o trabalho técnico com as famílias que são nossos usuários”.