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Data | Hora de publicação: 12/02/2020 | 11:46:12

Governo mobiliza mais de 700 servidores para ação de combate à dengue neste sábado (15)

Em reunião hoje (12), equipes definiram estratégias para conter avanço da doença, que já atinge 752 pessoas




A Prefeitura de Foz do Iguaçu está mobilizando mais de 700 servidores para a ação de combate à dengue neste sábado (15), nas regiões da cidade com maior índice de infestação do Aedes Aegypti. As atividades terão início às 8 horas e seguirão até às 14hs nos seguintes locais: Vila C Velha, Cidade Nova, Curitibano, Três bandeiras,  São João,  Portal da Foz,  Morumbi II,  Morumbi III,  Campos do Iguaçu,  Jd. São Paulo I, Jd. São Paulo II,  Profilurb II.

O objetivo é formar doze equipes para gerar impacto e informar à população sobre a doença. Os grupos se concentrarão nas unidades básicas de saúde dos bairros, selecionados para dar início aos mutirões de conscientização, com distribuição de panfletos educativos e também de limpeza. As estratégias foram definidas nesta quarta-feira (12) em reunião que envolveu representantes de várias pastas do governo e também entidades da sociedade civil. O encontro dá continuidade à mobilização encabeçada ontem (11) pelo prefeito Chico Brasileiro e pelo vice-prefeito e secretário de saúde, Nilton Bobato. 

“Nós precisamos convencer a população que é necessária uma mudança de comportamento, tornar um hábito os cuidados com a limpeza do quintal. Estamos em uma escala de dengue sem precedentes, que está superlotando o sistema de saúde e precisamos de esforços conjuntos”, expressou Bobato. O chefe do CCZ, Carlos de Santi, também comentou sobre a importância da mudança de comportamento. “Mesmo com todos os esforços, continuamos observando um comportamento que se repete. Ao retornar para uma região em que fizemos um mutirão há menos de três semanas, verificamos novamente o descarte irregular de resíduos pela população”. 

O LIRAa aponta que 63% dos criadouros pertencem aos grupos B e D2, ou seja, são objetos de fácil remoção (garrafas, vidros, latas, embalagens plásticas) dispostos de forma irregular pela população dentro das próprias casas, o que possibilita o acúmulo de água, e aumentando a proliferação do mosquito.

Alerta
Orientar a população é fundamental para conter o avanço de uma doença que já está sendo tratada como epidemia pela prefeitura, com 752 casos confirmados. Embora os critérios para classificação de epidemia estipulem 300 casos da doença para cada 100 mil habitantes, a progressão dos números na cidade já acenderam o alerta para o cenário epidemiológico. 
“Estamos em fevereiro com um número que supera a média histórica do período. Geralmente esses índices são obtidos entre março e abril. Uma situação que se repete no Paraná e em todo Brasil e que precisa de uma mudança cultural urgente”, afirmou Carlos de Santi. 

Os dados são resultado de um monitoramento constante da vigilância epidemiológica de Foz do Iguaçu que conta com a utilização do canal endêmico, um instrumento de diagnóstico de referência no Paraná. 
“Fazemos a média dos últimos dez anos e a curva demonstra que a tendência neste ano é alarmante porque na verdade nós não saímos da epidemia do ano passado. Tivemos um cenário atípico com casos no inverno, o que se repetiu em vários lugares”, expressou o chefe da vigilância epidemiológica, Roberto Doldan, que também falou do risco da população desenvolver casos mais graves da doença. “As altas temperaturas intercaladas com períodos de chuva se somam a circulação de três subtipos de vírus no município de Foz do Iguaçu, o DENV1, 2 e 4, sendo que o registro do vírus 4 é bastante recente e isso significa que quem nunca contraiu esse vírus, está sujeito ao contágio pela primeira vez”, enfatizou Doldan. 

Medidas
Além do canal endêmico, o município vem desenvolvendo uma série de ações desde o ano passado para controlar o avanço dos focos do mosquito. Intensificação de capacitações com toda a rede assistencial, mutirões de limpeza e fiscalização, distribuição de novas armadilhas para levantamento da situação entomológica e ações educativas figuram entre as ações que fazem parte do Plano de Contingenciamento colocado em prático pelo município no ano passado. 

Além dessas medidas, o governo está instalando novos leitos para atender os casos de dengue Hospital Municipal Padre Germano Lauck, um laboratório de exames na UPA Samek e reforçando a sensibilização entre a população para que procure as UBSs no surgimento dos primeiros sintomas da doença. As unidades também seguem o protocolo da vaga zero para dengue. O paciente que tiver com sintomas da doença terá prioridade no atendimento.